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Como eu adoro esse espírito natalino que me invade no fim do ano e me faz querer gastar tudo o que eu NÃO tenho pra comprar tudo que eu ACHO que preciso.
Acabo de gastar metade do meu 13º em uma bolsa e uma carteira. E daí? São meus presentes para mim mesma (essa é a desculpa que eu costumo usar quando gasto uma fortuna). E como eu me amo muito, mereço me presentear!
Na minha cesta de Natal entram também uma sandália que não foi nada barata e um vestido fa-bu-lo-so que, por conta de toda a diversão que me rendeu nos dois dias em que eu o usei, valeu cada real investido (e foram muitos!). Eu incluiria também nesse pacote o que gastei com cosméticos – minha perdição – da semana passada para cá. Só ontem foi embora um belo percentual do meu salário num creme facial. Mas tudo bem, esse foi no cartão de crédito.
Ah, o cartão! O que seria de mim sem ele?
Alguém com mais dinheiro na poupança e maior controle dos gastos, talvez?
Quem se importa? O importante é se deixar levar pelas vontades. Deu vontade, faz. E, para quem ultimamente está levando a vida com esse lema, um creme anti-sinais e anti-fadiga é fundamental.
Sabem como é, estou numa fase de recém-solteirice. Nem o fato de ter que acordar cedo no sábado para encarar um curso maçante (apesar de importante e interessantíssimo), tem me segurado em casa. Existe coisa melhor do que beber e dançar com os amigos pra esquecer dos problemas e, claro, pra não lembrar da tristeza do fim? Acho que não!
A lei da compensação é a seguinte: a cada berro do chefe, contabilizamos uma cerveja. Todas devidamente acumuladas durante a semana para serem descontadas na sexta-feira. Vale comentar que meu chefe costuma se exaltar com extrema facilidade.
Diante desse cenário, as olheiras já se aprofundaram. Somam-se a elas algumas manchinhas de sol adquiridas em dias inteiros passados preguiçosamente na praia do Tombo no Guarujá. E o verão, assim como a solteirice, nem começou de verdade. E ainda temos aí pela frente o Reveillón e o Carnaval, este último provavelmente vai ser desfrutado em Florianópolis.
É, esse creme anti-pele-castigada foi caro, mas pelo jeito vai ser muito útil!
Moça, me vê mais um?

criado por Gabi
12:59:59Para quem costuma ler sempre este blog, pode parecer estranho o novo template (ou não).
Aviso: estou tentando desesperadamente e sem sucesso, migrar meu blog para o novo formato do Terra. Assim como também andava tentando desesperadamente há dias acessá-lo.
Nessas tentativas, acabei mudando, sem querer, o template e gostei. Já estava enjoadinha do anterior.
Alguém aí que tenha blog no Terra já conseguiu migrar o seu? Aceito dicas rs

criado por Gabi
08:08:31Fiquei uns bons dias sem escrever. Dessa vez a culpa nem é do trabalho, mas das turbulências cotidianas.
Uns ciclos de encerrando e outros começando, bombas nucleares explodindo na família e no trabalho. Tudo ao-mesmo-tempo-agora.
Haja equilíbrio!
E a gente vai se preocupando mais com os outros do que com si mesmo. Sente culpa por fazer o que quer, por querer se divertir... Ê coisa chata esse negócio de ser pensante, viu! Felizes são os bichos, que não tem dessas coisas. Na próxima encarnação eu quero ser bicho. Mas um daqueles bem folgados e egoístas. E todo mundo ainda vai me achar uma gracinha! Na próxima encarnação eu vou ser o Garfield, está decidido.
O pior é que na ânsia de querer fazer o que é certo sem saber o que fazer, a gente faz tudo errado. Acho.
Mas são coisas da vida.
Uma hora a poeira assenta, tudo se encaixa no seu devido lugar e as pessoas envolvidas encontram seus rumos. Sejam eles quais forem. Mas até lá... a cabeça fica a mil. Só umas cervejas mesmo pra esquecer! Pena que só dá pra beber no final de semana.
Enquanto isso, na sala de justiça...
O tempo vai voando (o tempo passava quando eu era criança, agora ele só voa) e nós já estamos vendo decoração de Natal por todos os lados. Como assim?! O ano já está acabando? Ainda nem deu tempo de eu aceitar a idade que fiz em 2008 e já vou fazer aniversário de novo?! Ahhhh, pára o mundo a-go-ra que eu quero descer, please!
Daqui a muito pouco eu vou estar definitivamente na idade de casar e ter filhos, não vai dar pra negar. E eu ainda nem conheci todas as baladas que eu queria, nem tomei todos os porres que deveria, nem dancei tudo que tinha pra dançar. Acho que eu tenho um bom motivo pra curtir a vida e dar mais atenção às minhas vontades.
Mas será que não dá pro tempo diminuir o passo?


criado por Gabi
08:01:41Quando eu mudei de emprego, fui obrigada a mudar também de banco. O banco B, que eu usava anteriormente, era uma maravilha. Nunca deu problema, a minha agência era ao lado da minha casa, há caixas eletrônicos dele espalhados por todos os lugares, a taxa de manutenção da minha conta era mínima só porque eu tinha uma graninha na poupança, nunca precisei esperar mais do que quinze minutos para ser atendida e, por fim, é uma empresa muito confiável. Mas nunca me deu crédito. Muito menos me ofereceu nada que eu não tivesse solicitado. Também nunca me fez falta.
Ok.
O novo banco, o R, é o espetáculo do crédito. Eu nem tinha assinado a abertura da conta ainda e já foram me informando que meu cartão de movimentação da conta seria também cartão de crédito (hum), que eu teria cheque especial (huuumm), empréstimo pré-aprovado (huuuuummmm) e mais trocentas facilidades das quais nem me recordo. Tudo isso sem pagar um tostão de taxa.
Quando a esmola é demais, a Gabi desconfia.
E muito.
Desde o começo, eu pensei que deveria tomar cuidado. Todos esses créditos e facilidades só podiam fazer parte de um plano maquiavélico e sórdido para sugar o meu suado dinheirinho!
Eu estava mais do que certa.
Numa das tentativas frustradas, eles me debitaram algumas despesas em duplicidade. Eu, lógico, reclamei e tive meu dinheiro de volta.
Mas eles são mais espertos do que imaginou a minha ingênua cabecinha.
Querendo muito dar um jeito no cabelo zoado pelo meu ex-cabeleireiro (leia-se beesha vingativa e invejosa), resolvi comprar uns shampoos importados, fazer umas luzes, umas hidratações, reconstruções, cauterizações e outras blablablações pra ver se dava jeito. Como a grana está milimetricamente contada, resolvi lançar mão do cartão.
Aí, muito cuidadosa que sou, lá vou eu na internet consultar minha próxima fatura.
Para minha surpresa, não viria quase nada pra pagar. Fiquei super feliz achando que todas as minhas contas já tinham acabado e me joguei na perfumaria e no salão.
Eu caí na arapuca.
Hoje, um dia antes de fazer as luzes, resolvi dar uma outra consultada pra desencargo de consciência. Qual não foi o meu espanto quando me deparei com todas as despesas ali, lançadinhas tim tim por tim tim, aquelas mesmas que o banco me levou a pensar que já estavam pagas. E mais as novas.
Caí pra trás.
Mentira, não caí, mas quase. Agora eu estou aqui subtraída e dividida. Sabendo que meu próximo salário não vai nem esquentar na conta e tendo que escolher entre o dever e o querer. Eu deveria cancelar o cabeleireiro de amanhã, mas quem disse que eu quero? Não consigo ser forte o suficiente para pegar no telefone e desmarcar. Eu estou sem um mísero real, mas lá no cabelereiro eles dividem em até três vezes no.... cartão.

criado por Gabi
13:51:28Essa vai entrar pra lista dos meus sonhos mais bizarros e gostosos.
Estava lá eu, esparramada na areia, lagarteando ao sol quente e agradável, na praia daqui mesmo, em frente à minha casa. Na atual conjuntura metereológica da minha cidade, eu nem precisava ter dito que é um sonho, só o fato de dizer que estava sol já denuncia.
Eis que, de repente, passa um desses aviões de propaganda que (nunca reparei se eles existem nas outras praias desse Brasil brasileiro que eu já visitei, mas aqui em Santos tem de monte), em vez de exibir uma daquelas costumeiras faixas estampando frases publicitárias para um produto qualquer, a tal aeronave trazia um tipo de merchandising inovador: bolas enormes prateadas, dessas iguais às de pilates, com dizeres impressos eram jogados da aeronave pela praia.
Eu, apesar de curiosa, por pura preguiça não fui atrás da bola que caiu perto de mim para ver o que havia nela. Fiquei assistindo ao povo se aglomerando e estranhamente me perguntei se surgiria de dentro dela o Exterminador do Futuro. Sim, eu realmente considerava essa possibilidade no meu devaneio noturno. Inclusive, perguntei ao meu namorado, que me acompanhava: "você acha que é o Exterminador voltando?" E fiquei esperando ver o Arnold Schwarzenegger surgir pelado de dentro da bola.
Até que eu ouvi alguém dizer que a propaganda era de outro filme: o mais novo 007. E foi aí o ponto alto da minha noite (ou dia, como queiram): quando eu repeti para mim mesma, pensando alto "é o 007", quem surge na minha frente? Quem??? Daniel Craig! Claro, oras, por que não? Se eu não me surpreenderia se o Schwarzenegger surgisse pelado de dentro da bola no meio da praia aqui de Santos, por que o Daniel-Sexy-Craig não poderia aparecer aqui nessa mesma praia de smoking, bronzeado, cheiroso, sedutor, com um dry martini na mão e, com aquele olhar penetrante e matador-de-fazer-cair-dura, dizer só para mim: "My name is Bond. James Bond."
Uma cena de fazer inveja a qualquer quadro de Picasso.
Bom, o resto do sonho é impublicável. Mas posso adiantar que o meu namorado não ficou muito feliz na história e aposto que também não ficaria se lesse aqui.

Só para ficar melhor, ele poderia ter aparecido assim né?

Só para ilustrar como ele estava vestido no sonho

Ok, ok, já chega

criado por Gabi
08:48:23