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Ela sempre quis viajar para Paris. Sonhava em ver de perto a Torre Eiffel, jantar no Bateau Mouche, conhecer o Château de Chantilly, apreciar as obras de arte do Louvre... Via-se caminhando pelas ruas charmosas, fazia planos, juntava dinheiro, fazia contas. Resolveu até voltar a estudar francês, para desenferrujar a língua que havia aprendido dez anos antes.
Passou um bom tempo querendo, sonhando e tendo como meta estabelecida para sua poupança uma esplendorosa viagem à Cidade-Luz. Todo o brilho, toda a elegância e a sofisticação daquele lugar que transpirava cultura a encantavam. Ela sabia que não seria uma viagem para diversão pura e simples. Mas, definitivamente, seria a viagem da sua vida. Ou melhor, todo o charme e apuro de Paris eram o que ela queria para a sua vida.
Pois bem!
Eis que um belo dia se apresenta a ela o Caribe. Aquele lugar quente, cheio de energia e frescor subitamente se revelou em demasiado atraente. E então ela viu-se totalmente absorta pela idéia de mergulhar naquelas águas. Não parava de se imaginar descansando naquelas praias, bronzeando o corpo aos goles de piña colada.
Mas é uma coisa ou outra. O dinheiro não dá para tudo. E não adianta ela pensar que tem a vida toda pela frente para conhecer todos os lugares possíveis, porque ela quer os dois. E não quer esperar por nenhum.
E fez-se a dúvida. A escolha mais fácil é Paris, claro. Tudo certo, ela já sabe quanto custa, quanto gastaria por dia, onde ficaria, que lugares visitaria. Tem tudo planejado. Inclusive, já quase foi uma vez, a única coisa que a impediu foi o passaporte, que não ficaria pronto a tempo do embarque.
O Caribe... Ah, o Caribe! Uma paixão que se apresenta agora mas que, de repente, pode nem ser tudo que ela imagina. Além disso, ela já foi à Fernando de Noronha que, dizem, é tão ou mais bonito. Quase igual: um paraíso natural, praias belíssimas, clima tropical. Paris é diferente de tudo que ela já viu. Entretanto, o que ela sempre gostou mesmo foi de uma bela praia para curtir os prazeres das tão desejadas férias. Mas as pessoas mudam.
Ou não.
Ó dúvida cruel!
Mas eu sei: ela vai pra Paris. Porque o verão é mágico em qualquer lugar do mundo, mas acaba logo. E Paris sempre vai ser o que é.

criado por Gabi
18:09:30Eu às vezes fico intrigada com algumas coisas que leio por aí.
Não estou com muita paciência para escrever hoje, minha cabeça está parecendo a bateria da Mangueira e tudo que eu queria agora era ir pra algum barzinho cool com meu namorado, música baixinha, à meia-luz, tomar um vinho , ficar leve e bem facinha para depois...
Bem, o depois não interessa!
Ou melhor, interessa muito, mas só a mim hehehe
O pior é que não vai rolar nada disso porque ele vai trabalhar até sabe-Deus que horas hoje e isso me deixa mais irritada do que o trabalho foi capaz de fazer durante todo o dia.
Mas vamos esquecer essa parte triste da minha vida de namorada de jornalista e vamos ao assunto sobre o qual eu ia escrever porque, a despeito de toda a minha preguiça, cansaço e irritação, isso merece um post.
Estou farta de ler nos sites e revistas de fofoca por aí (que eu adoro, por sinal, mas não contem para ninguém que é para todo mundo pensar que eu sou intelectual) sobre o tal casamento "secreto" da Sandy. Para quem já não lembra mais, aquela que é irmã do Júnior. Piorou? Ok, vê se ajuda: filha do Xororó. Ou do Chitãozinho, tanto faz.
Como assim secreto, gente?!
Como pode ser chamado de secreto se até um filhote de morcego africano já está sabendo quando ela casa, como casa, quem teve o privilégio de ser convidado, quem vai ficar chupando dedo. Já divulgaram até o mais ínfimo detalhe da lista de presentes: o que ela já ganhou, quem deu, quanto custou. E isso porque ela e o noivo-cara-de-bobo usaram "os nomes secretos Thatiane e Fábio" para fazer a tal lista.
Cada dia é noticiado um novo pormenor da festa.
Aff!!!
Eu sou louca por fofocas e blá blá blás sobre celebridades, mas a Sandy me cansa. Aliás, quem ela não cansa? Eu cansei até da palavra secreto, acho que não vou usá-la nunca mais na vida.
Não seria mais fácil fazer como a Juliana-supersimpática-Paes? Chamou imprensa, deixou todo mundo fotografar, teve o casamento todo patrocinado, curtiu à beça, casou com um bofe-escândalo, matou a curiosidade de todo mundo e assim ganhou milhões de pontos até com quem não é fã.
Adóro!

criado por Gabi
18:11:59
Sabe por que eu adoro minhas amigas?
Porque elas me deixam felizes mesmo quando eu estou me sentindo a sola do sapato (um sapato Prada, claro, porque eu posso me sentir mal, mas jamais me sentirei uma qualquer).
Eu estou aqui ainda curtindo a gripe que em vez de curar, se transformou em sinusite. E estou, ainda que conformada, muito chateada por não ter conseguido comprar ingresso para o show da Madonna. Aí comento isso com uma amiga e ela diz: "Mas você já é uma diva!", o que eu interpretei mais ou menos como "Cherrie, Madonna?! Você não precisa ir a show nenhum dessazinha aí, não! Show é para fãs, meros mortais, você está em outro nível!"
Uiiii!
Depois dessa, parece até que eu subi numa plataforma glamourosa (meia pata, claro, porque plataforma inteira é coisa de gente brega). Na minha mente, meu uniforme do serviço virou agora um vestido Valentino de-matar-de-inveja. Estou me sentindo, assim, a própria Beyoncé!!! Só que vestida de forma muito mais fashion e elegante, por favor.
Vou até passar um make pra valorizar os traços (porque quem passa make pra disfarçar imperfeições é gente feia e eu sou bela) e vou sair por aí cantando "I am beautiful, no mather what they say..." .
Que foi?! Eu gosto de Christina Aguilera!

criado por Gabi
17:18:42
Acho que vou ter que me contentar com o DVD
Eu estou triste. Muito triste. Quase em depressão.
Explico.
Pra começar, uma gripe com superpoderes me pegou desde domingo. Hoje já é o segundo dia que trabalho com febre, corpo doendo, olhos ardendo e nariz pingando. O Naldecon, o Tylenol, a vitamina C, o Benegrip e outras trocentas coisas que eu tomei não fizeram nem cócegas.
Como se já não fosse, assim, uma delícia levantar às seis da manhã pra trabalhar nesse estado, eu venho lado a lado no ônibus com um moleque de uns cinco aninhos alegre, saltitante, cheio de energia e... (pausa dramática) com um apito na mão.
Quer dizer, se o apito estivesse na mão, estaria tudo ótimo. Mas o brinquedinho sonoro não saiu da boca do pivete durante todo o trajeto.
A mãe do garoto, impassível. Eu imagino que mães, nessas situações, são tomadas por uma onda de crueldade. É a única explicação para que elas não repreendam seus pequenos. Devem sentir uma alegria mórbida ao ver o restante da população sofrendo, ainda que só por um momento, o que elas sofrem o dia inteiro. E depois ninguém entende por que o instinto materno ainda não aflorou em mim. Esse papo de relógio biológico batendo, corpo pedindo e todo esse blá blá blá acerca da hora de ser mãe comigo não rola.
Bem, mas tudo sempre pode ser pior. Eu poderia ser a professora do menino. Fiquei imaginando como seria receber de vinte a trinta alegres, saltitantes, cheias de energia e barulhentas crianças às sete da manhã. E então uma súbita paixão avassaladora pelo meu trabalho me inundou.
Mas não é só isso que me enerva hoje. Muito pior do que a gripe e o apito é ver na Internet que os ingressos para o show da Madonna no Rio de Janeiro se esgotaram no primeiro dia de vendas e que já há pessoas acampando em frente às bilheterias em São Paulo. Isso porque as vendas só começam amanhã.
Eu ansiei tanto por esse show! Estava plenamente iludida de que eu, finalmente, conseguiria assistir à Madonna. Achei ótimo ter esse tal de pré-cadastro, achei que estava sendo tudo muito bem organizado e que jamais se repetiriam aquelas filas de INPS do show do U2. Já me imaginava cantando e dançando loucamente Like a Virgin lá no Morumbi. Hoje eu caí da cama e meu sonho acabou.
Isso é muito triste. Sou fã da Madonna desde que ela ainda era uma devassa. Antes ainda, sou fã desde que ela ainda era a Britney dos anos 80 e olha que eu era só uma criança inocente.
(Meus gostos de criança não eram lá muito infantis e nem ortodoxos. Meus ídolos eram o He-Man porque eu o achava um tipão, a She-Ha porque ela era forte e poderosa, o que já anunciava um certo traço de feminismo na minha personalidade e por fim, a Xuxa e a Madonna que nunca foram bons exemplos para ninguém.)
Aí vem um bando de zé-mané e acaba com a minha alegria.
A questão é que, ao contrário da maior parte desses filhos-de-uma-bela-senhora que estão acampados, eu tenho mais o que fazer do que passar uma semana na porta de uma bilheteria. Será que não dava para todo mundo ficar quieto nas suas respectivas casas e só levantar a bunda do sofá pra comprar a entrada no dia da venda? Claro que não! Brasileiro gosta de fila, gosta de aparecer, aposto que fazem isso só pra ver se alguma emissora de TV vai lá fazer entrevista! Aí aparece o bonitão dizendo “Estou aqui ao relento há 27 dias pra comprar esse bilhete. Trouxe água, pão, guarda-chuva, frango, farofa...”
Se bobear, ainda são capazes de reclamar da organização do show!
Aff!!!
Brasileiro também gosta de acabar com a raça dos otários que têm que trabalhar, não possuem cartão de crédito do único banco autorizado a realizar a compra pela Internet e, por isso, vão acabar ficando sem ingresso para o show!!!
Se eu encontro um desses na rua, eu pego na saída!!!

criado por Gabi
17:47:35